domingo, 22 de julho de 2007

Uma Lição de Amor


Um filme sensível, humano, que muito nos ensina acerca do respeito às diferenças, compreensão das limitações, valorização do amor e da dedicação...

Sean Penn tem uma atuação magnífica como San, pai de Lucy, um homem verdadeiro e amoroso, mas que possuiu capacidade intelectual de uma criança com apenas 7 anos de idade. Devido a essa deficiência mental, questiona-se no tribunal sua habilidade como pai.

Sem querer tratar do mérito da questão da guarda, salta-me aos olhos, dentre outros pontos, o comportamento da mãe de Lucy, pertencente ao grupo dos tidos como intelectualmente normais, mas que abandona totalmente sua filha recém-nascida nas mãos de alguém que, nitidamente, teria dificuldades para criá-la. Dificuldades que, vale ressaltar, vão sendo superadas e enfrentadas, ao longo do filme, com amor, dedicação e generosidade. Para mim, vem confirmar aquele pensamento de que a pior deficiência é aquela que está na alma, no coração...O final do filme traz um desfecho muito lúcido para essa questão tão difícil e delicada.

Há, ainda, algumas coisinhas que me impressionaram:

- A cena da oitiva de Annie (Dianne Wiest) como testemunha é bastante comovente. Em dado momento, o promotor, na tentativa de desqualificar San como pai, pergunta a ela, que é madrinha de Lucy, se San sabe multiplicar os números. A resposta é sensivelmente brilhante: “Não sei quanto ao senhor, mas as lembranças que tenho de meus pais nada tem a ver com multiplicação ou com as capitais dos estados.”

- Igualmente comovente é o vínculo com Rita (Michelle Pfeiffer), a advogada poderosa e egocêntrica que inicialmente aceita o caso apenas para impressionar colegas, mas que ganha muito com esta relação que vai sendo formada.

Enfim, um filme muito bonito que vale a pena ser visto.

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